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Publicidade para psicólogos: o que pode e o que não pode (CFP)

Por Nerela · Atualizado em 31 de julho de 2026 · 8 min de leitura

“Primeira sessão grátis”, “depoimento de quem já se transformou”, “resultados garantidos”: o manual padrão das agências de marketing é, ponto por ponto, uma lista de infrações éticas para psicólogos. A publicidade em psicologia tem regras próprias, definidas pelo CFP — e quem responde no conselho é você, não a agência. Este guia separa, com exemplos reescritos, o que pode do que não pode.

O marco: Código de Ética + Nota Técnica CFP 1/2022

Duas referências resolvem a maior parte das dúvidas. A primeira é o Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP 010/2005), cujo art. 20 trata da promoção pública dos serviços: exige a identificação profissional completa e veda previsões taxativas, autopromoção, sensacionalismo e a divulgação de técnicas não reconhecidas. A segunda é a Nota Técnica CFP nº 1/2022, que aplica essas regras às redes sociais — o CFP publicou orientações específicas quando a divulgação da categoria migrou para Instagram e TikTok. Os conselhos regionais mantêm guias na mesma linha, como os do CRP-PR e do CRP-SC.

O princípio por trás de tudo: divulgar informação, sim; mercantilizar o serviço ou explorar a vulnerabilidade de quem busca ajuda, não. Sorteios, lives com “caso real”, conteúdo que dramatiza a dor alheia para gerar engajamento — tudo isso a Nota Técnica enquadra como banalização da profissão.

O que não pode — com exemplos reescritos

Teste rápido antes de postar: troque “psicóloga” por “cirurgiã” na frase. Se soaria absurdo vindo de outra profissão da saúde, provavelmente infringe o art. 20.

O que é obrigatório em toda divulgação

O art. 20 do Código de Ética determina que, ao divulgar seus serviços por qualquer meio, o psicólogo informe nome completo, título de psicólogo/a e número de registro no CRP. Vale para o site, a bio do Instagram, o anúncio no Google, o cartão e o material impresso. Anúncio sem CRP não é detalhe esquecido: é infração autônoma — e das mais fáceis de fiscalizar. A mesma lógica de identificação vale para os documentos psicológicos que você emite — declarações, atestados e relatórios têm regras próprias do CFP.

O que pode — e funciona

A lista permitida é maior do que parece, e inclui justamente o que mais gera pacientes:

Divulgue com ética — e converta com sistema

Agendamento online e lembretes automáticos fazem mais pela agenda do que qualquer promoção. A Nerela está chegando ao Brasil.

Resumo visual: o semáforo do CFP

Semáforo da publicidade para psicólogos segundo o CFP: pode conteúdo educativo, perfil no Google, site com agendamento online, SEO local e anúncio sóbrio com CRP; não pode sessão grátis e preço-isca, depoimentos de pacientes, promessa de resultado, expor casos clínicos nem divulgar sem nome e CRP Publicidade em psicologia: o semáforo do CFP PODE Conteúdo educativo Google Business Profile Site com agendamento online SEO local e lista de espera Anúncio sóbrio com CRP NÃO PODE Sessão grátis e preço-isca Depoimentos de pacientes Promessa de resultado Expor casos clínicos Divulgar sem nome + CRP
PráticaVeredicto
Conteúdo educativo (posts, vídeos, artigos)✅ Pode
Anúncio pago sóbrio, com nome completo + CRP✅ Pode
Google Business Profile e SEO local✅ Pode
Informar honorários no contato privado e no contrato✅ Pode
Lista de espera e parcerias sem comissão✅ Pode
“Primeira sessão grátis”, descontos, sorteios❌ Não pode
Depoimentos de pacientes (mesmo com consentimento)❌ Não pode
Promessa de resultado ou cura❌ Não pode
Expor casos clínicos ou diagnósticos❌ Não pode
Divulgar sem nome completo + título + CRP❌ Não pode

Como falar de honorários sem infringir

A linha divisória é simples: propaganda é pública e massificada; informação contratual é individual. Divulgar “R$ 150 com desconto” num anúncio é usar preço como gancho. Informar o valor quando alguém pergunta no WhatsApp, no e-mail ou na primeira conversa — e registrá-lo no contrato de prestação de serviços, com política de faltas e de reajuste — é exercício normal da profissão. Se a dúvida é quanto cobrar, temos um guia sobre quanto cobrar por sessão de psicologia. O mesmo raciocínio vale para a papelada do dia a dia: emitir recibo ou comprovante quando o paciente pede é serviço, não propaganda — e o nosso gerador de declaração de comparecimento gratuito resolve isso em segundos.

O que você arrisca se infringir

Qualquer pessoa — paciente, colega, anônimo — pode protocolar uma representação no CRP. Aberto o processo ético-disciplinar, as penalidades vão de advertência e multa a censura pública, suspensão do exercício por até 30 dias e cassação do registro, conforme gravidade e reincidência. Dois agravantes práticos: publicação é prova que não desaparece (um print resolve), e delegar o marketing não delega a responsabilidade — a agência não tem CRP; você tem. Aprove pessoalmente, por escrito, tudo o que sai em seu nome.

Divulgação ética não é desvantagem

As restrições do CFP eliminam justamente as táticas de pior qualidade: o desconto atrai quem busca preço, o depoimento fabrica expectativa, a promessa de cura atrai quem vai se frustrar. O que sobra — conteúdo consistente, presença local bem-feita, site com agendamento fácil — atrai o paciente certo e constrói uma agenda estável. Para transformar esse interesse em rotina organizada — agenda, lembretes automáticos, agendamento online —, conheça a Nerela. A ética, aqui, também é a melhor estratégia.

Conteúdo informativo — não substitui a orientação jurídica.

Perguntas frequentes

Posso postar preço no Instagram?+

A orientação dos conselhos é não usar preço como propaganda: descontos, pacotes promocionais e “primeira sessão grátis” caracterizam mercantilização do serviço e podem gerar processo ético. Informe seus honorários no contato privado — WhatsApp, e-mail, primeira conversa — e no contrato de prestação de serviços.

Posso pedir avaliações no Google?+

Você pode manter um perfil no Google Business Profile com endereço, horários e serviços. O problema é o depoimento de paciente: solicitar, divulgar ou repostar relatos sobre o atendimento infringe as regras de publicidade, mesmo com consentimento. Avaliações espontâneas de terceiros não estão sob seu controle, mas não as transforme em material de divulgação.

Posso divulgar antes e depois de pacientes?+

Não. O “antes e depois” soma duas infrações de uma vez: expõe a condição do paciente — mesmo com consentimento, a exposição de casos fere o sigilo e a dignidade do atendimento — e funciona como promessa de resultado, vedada pelo art. 20 do Código de Ética. Prefira conteúdo educativo que explique o processo terapêutico, sem histórias identificáveis e sem garantir desfechos.

Posso fazer tráfego pago (Google Ads, Meta Ads)?+

Pode. Anunciar o serviço é permitido, desde que o anúncio siga as mesmas regras de qualquer divulgação: nome completo, título e CRP visíveis, sem promessa de resultado, sem preço-isca, sem depoimentos e sem sensacionalismo. Um anúncio sóbrio levando a um site com agendamento online é uma estratégia perfeitamente ética.

O que acontece se eu infringir as regras?+

Qualquer pessoa pode fazer uma representação no CRP, que pode abrir processo ético-disciplinar. As penalidades vão de advertência e multa a censura pública, suspensão do exercício profissional e até cassação do registro. A agência de marketing que criou a campanha não responde no conselho — quem responde é você.

nQuem somos

A Nerela é o software de gestão feito para psicólogos: agenda, agendamento online, anotações de sessão, lembretes por WhatsApp e relatórios — dados na União Europeia. Estamos chegando ao Brasil: entre na lista de fundadores e garanta as condições de lançamento.

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